terça-feira, 15 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Dance for the climate
Siga no facebook
ou em www.dancefortheclimate.org
abraço
Pedro
2009.12.01
domingo, 29 de novembro de 2009
1300 visitas
É curioso pq este è também o momento em que menos atenção tenho dispensado a estas coisas.
De qualquer modo, o meu obrigado aos que me tem honrado com a visita e as minhas desculpas aos que se sentiram defraudados com o conteúdo :).
Bjs
2009.11.29
Pedro
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
ONU preocupada com jovens que navegam sozinhos na Internet
«É uma das coisas mais importantes que a nossa geração deve fazer para proteger as nossas crianças», sublinhou o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, no âmbito da Telecom World, uma feira de telecomunicações, que está em Genebra, Suíça, desde segunda-feira.
O responsável das Nações Unidas explicou que as recomendações da União Internacional das Telecomunicações podem ser consultadas na Internet e vão mudar de ano para ano, devido à rapidez com que o sector das telecomunicações se altera.
Estas recomendações destinam-se aos políticos e industriais do sector, pais e educadores e também às crianças.
«É preciso fazer com que as crianças compreendam que aquilo que elas vêem não é aquilo que parece», explicou um responsável da organização Save de Children (Salvem as Crianças), Dieter Carstensen.
A UIT recomenda ainda os jovens para que tenham atenção aos seus encontros virtuais e para que filtrem bem os convites que recebem.
Mais de 750 mil «predadores» sexuais procuram entrar em contacto com jovens estão online permanentemente, segundo um relatório apresentado em Setembro no Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas.
«Para muitos jovens, há uma linha ténue ou não há linha nenhuma entre o mundo real e o mundo virtual», considerou Nenita Larose, directora da organização Helpline International, uma rede de associações de ajuda telefónica a jovens de 160 países.
A UIT estima que em 2009, cerca de 1,5 mil milhões de pessoas recorram à Internet, contra apenas 200 milhões em 1998.
texto retirado do SOL de 2009.10.08
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=150182
2009.10.08
Pedro
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A Tendencia das Pulseiras Snap
É algo que me fascina e que me provoca admiração, especialmente porque estas "linguagens" são quase na sua grande maioria para fazer coisas ilícitas (o génio humano adora secretismos e sentir-se especial/diferente/único).
Esta "nova tendência" é um bom exemplo desta temática, o Snap - "jogo" mas para mim é realmente uma lingua, no qual a cor da pulseira indica uma disposição para praticar uma determinada actividade sexual. Quando um rapaz arranca a pulseira a uma rapariga, indica ostensivamente que essa actividade irá eventualmente ter lugar.
Tipicamente são pulseiras de material borrachoso que se assemelham a umas que se tornaram populares nos anos 80. Mas, ao longo dos últimos anos, algumas escolas norte-americanas têm-nas proibido por temerem que se tenham tornado símbolos de actividade sexual. Com efeito, inúmeros websites sobre pulseiras de gelatina, ou pulseiras do sexo, fazem referência ao jogo snap, e alguns dos sites contêm mesmo a descodificação das cores, que passo já a identificar:
Yellow - indicates the wearer is willing to HUG
Pink - indicates the wearer is willing to give a hickey
Orange - indicates the wearer is willing to KISS
Purple - indicates the wearer is willing to kiss a partner of either sex
Red - indicates the wearer is willing to perform a LAP DANCE
Green - indicates that ORAL SEX can be performed on a girl
Clear - indicates a willingness to do "whatever the snapper wants"
Blue - indicates ORAL SEX performed on a guy
Black - indicates that the wearer will have regular "missionary" sex
White - indicates the wearer will "FLASH" what they have
Glittery Yellow - indicates HUGGING and KISSING is acceptable
Glittery Pink - willing to "flash" (show) a body part
Glittery Purple - wearer is willing to French (open mouth) kiss
Glittery Blue - wearer is willing to perform anal sex
Glittery Green - indicates that the wearer is willing to "69" (mutual oral sex)
Glittery Clear - indicates that the wearer will let the snappee "feel up" or touch any body part they want
Enfim, cada nova tendência tem sempre o seu quê de especulativo mas uma coisa é certa, a adolescência é um terreno muito fértil para este tipo de "comunicação" e convém sempre estar atento (especialmente se formos pais).
citando http://tusabar.blogspot.com/
abraço
Pedro
2009.09.22
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Vem ser meu seguidor
está no lado esquerdo do menu, depois da foto
2009.09.17
Pedro
Eu Sou o Que Leio
procurava-se demontrar que todos nós somos influenciaveis e susceptiveis de modulação, quer seja pelas pessoas com quem convivemos, quer seja pelas experiencias que atravessamos na vida, quer seja pelos livros que se lê.
estou a ler "quando tudo se desmorona", um relato impressionate das culturas africanas e a influencia das missões, pelos olhos de um nativo.
em mente tenho o novo do Dan Brown, embora sinta que começa a ser literatura enlatada e escrita a metro. vamos ver ...
Tambem vou comprar "confesso que vivi", do autor de "100 anos de solidão".
Como "Somos (tambem) o que lemos", espero que me enriqueça e me molde ...
Lê ? (tirando os jornais gratuitos e as publicidades da caixa de correio)
Incentiva os seus pequenotes a Ler ?
2009.09.17
Pedro
300 visitas ???
Uma loucura com resultados imprevisiveis.
Receio especialmente que se espalhe como o virus da gripe-A e tal como nesse caso não exista vacina ainda disponivel...
Receio pelo futuro da humanidade como a conhecemos ...
Agora a serio:
Obrigado mãe, continua a carregar no F5
2009.09.17
Pedro
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Slumdog Millionaire
Eu sou daqueles tipos embirrantes que tem a mania de fazer às coisas há sua maneira e no seu timming.
Isto talvez aconteça por falta de capacidade para fazer surf na onda de notícias fabricadas e das modas e tendências, normalmente criadas por pessoas que não convidaríamos para jantar lá em casa.
Ou então é só mania … J
Independentemente da razão, vi esta semana - sim depois de toda a boa gente já ter visto, ter digerido, discutido e jogado fora do baú das recordações – o filme "Slumdog Millionaire".
Pareceu-me um filme sério, com alguns problemas no argumento – algumas das cenas da estação são ridículas em termos de composição.
No entanto, pareceu-me também um filme cru ao nível do Resgate do Soldado Ryan – Lembram-se?.
São raros os realizadores que pegam em temas ulcerados da nossa sociedade e os expõem, remexendo os tumores procuram expô-los, e talvez dando azo a que alguém lute posteriormente os remover.
No slumdog retrata-se não só a realidade da índia – pungente e profundamente degradante, longíssimo da dignidade humana -, mas também a realidade da china, do Bangladesh e de tantos outros países asiáticos, já para não falar da América do sul ou dos países africanos.
Este não é o discurso chauvinista do "nós é que somos bons!", afinal grande parte destes povos são o que são "graças" a administração europeia, que semeou desigualdades e injustiças, que escravizou e explorou, que matou a seu belo prazer durante décadas a fio.
Mas o que preocupa mais são as crianças. Fernando Pessoa disse que o "melhor do mundo são as crianças". E a verdade é quase todo o mundo em desenvolvimento usa e abusa do trabalho infantil e das inexistentes condições de trabalho. Os principais sacrificados são as crianças.
Por isso quando comprar uma coisa, tente saber de onde vem. Será que são produzidos por crianças no sueste asiático? Será que estou a poupar ou estarei a me auto aniquilar. É que talvez não seja má ideia comprar português, fomentando o emprego e o desenvolvimento económico do país, do que comprar produtos, mais baratos e muito raramente melhores que só servem para fomentar a exploração das crianças e dos países economicamente mais frágeis.
Pensem nisso!!!
2009.09.11
Pedro
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Ajudem o Dinis, Apoiem os Pais dele
Poucos dias atrás, em conversa com um vendedor imobiliário, soube de um casal que queria desfazer-se da quintinha para comprar um apartamento.
Motivo: a doença do seu filhote que os leva a viajar muitas vezes para Barcelona, a suportar custos tremendos e a necessitar de apoio complementar da família.
Vi entretanto a notícia publicada no jornal sol e também o site da família. É uma situação difícil, de dor, mas também de coragem, de sofrimento mas também de abnegação.
Por esse motivo, a Aventura junta-se aqueles que, com pequenos gestos, procuram ajudar.
Abaixo ficam os endereços, da notícia e do site da família.
http://sol.sapo.pt/Solidariedade/Noticias/Interior.aspx?content_id=146196
Um abraço e desejo de melhoras
Pedro
2009.09.01
terça-feira, 28 de julho de 2009
Especialista alerta: Crianças estão a ser mal educadas
A Maria tem três anos e adora a palavra "não". Gosta de dizê-la - com dedinho indicador a abanar e cabeça a acompanhar o compasso - em relação à sesta da tarde, à arrumação dos brinquedos, à hora de ir dormir, à escuridão do quarto, aos sapatos que não são ténis, à roupa que não tem a "Hello Kitty", à comida que não é massa, ao brinquedo que não seja plasticina, ao canal de televisão que não seja o Panda, ao DVD que não tenha o Ruca, à rua onde não exista um parque. A resposta pronta e negativa só muda para sim, se a mãe disser não. Porque na boca da mamã a palavra perde a graça, limita-lhe as vontades ilimitadas, traça fronteiras entre o possível que ela não quer e o impossível que deseja, gere-lhe o comportamento infantil. "Impor barreiras dói, negar algo custa, mas é uma forma de amar. É uma prenda que se dá aos filhos e que lhes assegura uma entrada firme no mundo real", explicou ao Expresso a psicoterapeuta infantil Asha Phillips, autora de "Um Bom Pai Diz Não", um livro best-seller mundial lançado agora em Portugal.
Confessa a mãe da Maria que dizer não nem é uma tarefa hercúlea, o pior mesmo é mantê-lo. Porque a seguir às três letrinhas vem logo a tristeza chantageante da petiz, ou a insistência repetida à exaustão que leva ao limite a paciência de qualquer adulto, ou a vergonha que sobe vermelha ao rosto materno quando a birra se esparrama no chão do supermercado. "Os pais modernos têm muita dificuldade em dizer não aos filhos e essa permissividade tem consequências terríveis. Estão a criar pequenos tiranos, que não sabem reagir a adversidades porque nunca foram contrariados. Ou então criam crianças medricas, absolutamente dependentes, que não sabem fazer nada sozinhas."
Já a imaginar a Maria no seu pedestal de ditadora, ou com 40 anos e grudada que nem lapa à casa dos pais, a mãe vai procurar socorro e soluções no livro de Asha. O título é duplamente apelativo (ainda que faça torcer o nariz quanto à tirada lógica de que é mau pai aquele que diz sim). Não há pai que não deseje ser perfeito e ponho as duas mãozinhas no lume se algum tem certezas absolutas sobre os limites que deve impor aos filhos para atingir essa plenitude parental. Pode dormir de luz acesa? E na cama dos pais? Quantas horas de televisão? Pode escolher o que vai comer? E o que vai vestir? O que fazer perante uma birra? Quando se pode dizer sim? E quando se deve começar a dizer não? E quando é tarde de mais para começar a traçar limites?
A psicoterapeuta britânica conhece cada uma das dúvidas de cor, ri-se sempre quando se sente como o manual de instruções onde os pais querem encontrar soluções concretas. "Não há uma resposta única nem o meu livro é de receitas", diz com um sorriso aberto. Mas reconhece-se nestas dúvidas. Ela também é mãe, de duas raparigas agora já adultas, e foi a sua enorme dificuldade em contrariá-las que a levou a procurar literatura de ajuda. Como não encontrou, escreveu ela o livro - a primeira edição é de 1999 -, dividido por conselhos para bebés, crianças dos dois aos cinco anos, os anos da escola primária e os adolescentes.
"Os limites devem começar a ser colocados quando ainda andam ao colo. É geralmente nessa altura que dizemos pela primeira vez sim quando devíamos ter dito não". Para Asha, os erros cometidos pelos pais nesta fase prendem-se com a ansiedade de tudo quererem fazer e sempre bem. Ao mínimo ruído do bebé, a mãe entra no quarto. Mal abre os olhos pega-lhe. Mal ouve um choro dá-lhe de comer. A chucha cai e a mãe apanha. O bebé quer colo e a mãe dá. "Os pais querem o seu bebé sempre a sorrir, fazem-lhe todas as vontades, dizem que sim a tudo e ele consegue tudo sem esforço. Nem lhe dão a possibilidade de descobrir o que consegue fazer sozinho".
O medo dos pais de errar é grande, mas em vez de transmitirem segurança asfixiam o desenvolvimento da sua independência e criam crianças infelizes e inadaptadas. "Às vezes acertamos, outra não. É normal. Não existem pais ou mães perfeitos, não se espera que acertemos sempre. Aliás, o encaixe perfeito - uma mãe que poupa o filho a todo e qualquer tipo de irritação - não é benéfico. A recuperação de um desencontro promove o desenvolvimento, e é certo que serão sempre mais as vezes em que as necessidades do bebé são satisfeitas do que o inverso."
Dizer não a um bebé é não ir a correr para o quarto quando ele choraminga, é deixá-lo encontrar a chucha sozinho, é permitir que ele descubra uma fonte de conforto alternativa à mãe ou ao pai (o polegar, por exemplo). Dizer não é não deixar a luz do quarto acesa ou não mergulhar a casa num silêncio sepulcral, para que o bebé cresça no mundo real. "Nesta fase, o estabelecimento de limites surge não tanto como uma restrição mas mais como uma porta aberta à criatividade".
No segundo capítulo do manual, Asha Phillips fala das crianças dos dois aos cinco anos, que vivem tudo com paixão e emoções extremadas. "É o período mais desafiante. Acham que podem fazer tudo. Conseguem andar, falar e odeiam ser tratados como bebés", explica a psicoterapeuta. A mãe de Maria parece que está a ler uma descrição da filha "Eu já sou grande" (dita em bicos de pés). "Eu faço", "Eu consigo" são as frases mais repetidas pela menina de três anos. "Por um lado isso é maravilhoso e deve ser encorajado, mas os pais também têm de lhes lembrar que não podem fazer tudo, de uma forma que não esmague o seu empreendorismo, a sua paixão pela descoberta", explica Asha. Os principais limites devem ser impostos por estes anos. Com firmeza e consistência. De nada vale uma nega pouco convicta; a criança reverte-a em três tempos. E um sim excepcional nunca mais voltará a ser aceite como não.
Na vida normal de uma casa onde existe uma criança pequena, impulsiva, activa, exigente, curiosa, o não pode muito bem passar a ser a palavra mais usada - na casa da Maria é, garantidamente. Mas o adulto que a diz tem de acreditar que está a fazer o que está certo. "Se as respostas ao seu comportamento forem consistentes, a criança adquire uma boa ideia do que é permitido e do que é proibido, do que é seguro e perigoso."
Quando a criança rejeita relutantemente o não, Asha Phillips recomenda o recurso ao castigo ou mesmo uma "leve palmada ocasional" para deter uma escalada de conflito. "Não é o castigo em si que importa, mas aquilo que o seu comportamento transmite. Não é preciso uma marreta para partir uma noz". O excesso de autoridade tem, em geral, o efeito oposto ao desejado. O mesmo é verdade em relação a perder a calma, humilhar a criança e entrar numa batalha de vontades. "Mas se alguma vez um pai perder a cabeça e disser ou fizer algo de que se arrepende, não é o fim do mundo. Isso pode ajudar a criança a perceber que o pai ou a mãe também são humanos." A mãe, humana, de Maria suspira de alívio. Asha Phillips absolveu-a.
Mais importante do que dizer não, é mantê-lo
Alberto Frias
Asha Phillips explicou ao Expresso como a sociedade actual, de mães trabalhadoras, sem nenhum tempo e com muito sentimento de culpa, e o aumento das famílias monoparentais, estão a estimular a permissividade parental.
Porque é tão difícil dizer não?Ao negarmos algo, ao contrariarmos uma vontade, somos impopulares e geramos conflitos. E fugimos disso. É uma herança do pós-guerra. As pessoas passaram a achar que tudo o que era rígido era fascista. Nós, os pais que viveram o flower power, tornámo-nos tão contra tudo isso que começámos a fazer o oposto. O legado negativo dos anos 60 foi deseducar. Essa geração educou outra que cresceu desamparada, com demasiada liberdade.
A estrutura actual de família, com pai e mãe a trabalhar, ou mesmo monoparental, não facilita a tarefa.Há uma enorme culpa, por parte das mães que trabalham, e que sentem que não se dedicam a tempo inteiro aos filhos. O facto de terem de os deixar faz com que pensem não estar a cumprir bem o seu papel. E como a maioria das mulheres ainda tem a exclusividade das tarefas domésticas mal chega a casa...
E diz-se sim para compensar os filhos e para amainar a culpa...Não queremos discussões porque tivemos saudades deles o dia todo, queremos que nos achem amorosas. E por isso não dizemos "Chega de televisão" ou "Está na hora de ir para a cama".
Quando é que é demasiado tarde para se começar a ditar limites?Nunca. Só que quanto mais tarde mais difícil. O ideal é começar quando os filhos são bebés. Chegar à idade escolar sem regras, por exemplo, pode ser muito complicado. A forma como os miúdos reagem ao "não" tem um enorme impacto na sua capacidade de se adaptarem, fazerem amigos e aprenderem na escola. Tentar impor regras a um adolescente que nunca as teve é quase uma impossibilidade.
Há erros práticos que se devem evitar?O maior é os pais quererem ser perfeitos. Por exemplo, com os bebés: custa-lhes ouvi-los chorar e por isso correm até eles ao mínimo ruído. Mas várias investigações recentes deixam-me descansada como mãe: concluíram que é bom não acertar sempre, que o ajuste perfeito não é benéfico. O que é bom para o desenvolvimento é existirem acertos, erros e reparos. E isso é que é a vida real.
Todos os pais querem ser perfeitos.Mas isso é o que interessa aos pais. Não o que interessa ao filho.
Os filhos podem tomar decisões?Claro que deixá-los decidir, de vez em quando, dá-lhes independência, iniciativa, criatividade. É maravilhoso ver o seu entusiasmo e energia. Mas não é benéfico dar-lhes demasiada escolha, porque depois torna-se uma responsabilidade deles e isso é de mais quando se é criança.
Podem, por exemplo, opinar sobre o que vão comer?Ui. Não sei como é em Portugal, mas em Inglaterra a hora da refeição tornou-se terrível. Imagine-se que se tem três crianças, e uma quer comer massa, outra carne e a outra é vegetariana, e a mãe cozinha três refeições diferentes. Isso é de loucos. Deve-se dizer: "Esta é a refeição hoje, eu sou tua mãe e sei o que é bom para ti e por isso é isto que vamos comer." Se não quer, paciência. Porque se a nossa criança quer massa todos os dias e nós satisfazemos esse capricho, então quando vamos comer a casa de amigos ou na escola eles não vão querer comer porque não é massa. E aí a mãe tem um grande problema. É tudo uma questão de flexibilidade e de os pais fazerem o seu filho sentir que ele se consegue adaptar às coisas do mundo e que não é sempre o mundo que se adapta a ele.
E dormir na cama dos pais, é proibido?Não há um não ou um sim claro. Se a criança dorme bem, se os pais dormem bem não há problema. Mas se isso é feito mais pelos pais do que pelas crianças, se é o pai que precisa de conforto, então está errado.
E o que fazer durante as birras no supermercado, com as crianças que esperneiam no chão?Mais uma vez, não há uma regra mágica. Se acha que já está há demasiado tempo no shopping e que a criança está cansada, então a culpa é dos pais e é altura de ir para casa. Se, por outro lado, passam o tempo todo "eu quero, eu quero", é muito importante não ceder. E se a criança se atira para o chão, que isso não afecte os pais porque é quando nos preocupamos com o que os outros comentam que se tomam decisões erradas. Podemos deixá-la espernear por 5 ou 10 minutos, esperar que acabe e continuar o que se estava a fazer. Regras dão-lhes estrutura, um objectivo e, depois, o sentimento de vitória quando o alcançarem.
Mas como podem os pais saber quando devem dizer sim ou dizer não?É muito difícil. O livro não encerra nenhuma fórmula secreta, porque ela simplesmente não existe. É importante não dizer sempre não, porque seria ridículo, temos que escolher os nossos 'nãos' com muito cuidado, os verdadeiramente importantes. E quando os escolhemos temos que os segurar, não ceder. O que realmente não é bom para as crianças é dizer não, não, não e depois dizer sim. Porque assim nunca saberão quais são os limites. E uma criança usará os nossos argumentos, a nossa linguagem, e vai lembrar-se sempre daquela vez em que dissemos sim - "Se naquele dia deixaste porque não deixas hoje?" São muito lógicos e encostam-nos a um canto com os seus argumentos.
Há alguma altura do dia mais propícia para a transmissão dessas regras?Se está a tentar impor limites comece nas alturas fáceis do dia - nunca de manhã quando se corre para a escola e para o emprego.
Asha Phillips, psicoterapeuta infantil, 55 anos, escreveu a primeira versão do livro em 1999. Um caso perdido na arte de dizer não às duas filhas, procurou livros que a ajudassem. Como não encontrou, escreveu ela a obra, com base nos casos que tratou na Tavistock Clinic. "Acredite se quiser: ainda hoje o consulto". Viveu os anos 60 em paris - encontra aí a fonte da sua permissividade - e parte da vida na índia.
Actualmente, exerce a nível particular, atendendo crianças, famílias e casais, em Londres. Na semana passada esteve em Lisboa para apresentar a versão portuguesa de "Saying No". A tradução "Um Bom Pai Diz Não" (Editora Lua de Papel) não a satisfaz plenamente - "encerra um certo juízo de valor" -, mas adora o acrescento no canto inferior direito da capa: "impor limites é uma forma de amar".
Texto publicado na edição do Expresso de 25 de Julho de 2009
retirado do expresso on-line
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/528155
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A economia è uma ciência verdadeiramente oculta
Numa pequena vila e estância na costa sul da França chove e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dividas.
Subitamente, um rico turista russo, chega ao pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de €100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de €100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve €100, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar €100 que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os €100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os €100 e corre ao hotel a quem devia €100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos €100. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro.
Dá que pensar …
A seguir vou tirar uma licenciatura em informática para ver se percebo isto …..
2009.07.23
Pedro
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Problemas
Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhes uma cadeira" (Joseph Joubert)
Mais de 200 visualizações - Agora vamos para o o Twitter
Mais ou menos oito meses após ter ido para o ar, o Aventura atingiu as 200 visualizações.
Estou contente, especialmente porque até agora ninguém pediu indemnização após ter visto o blog …
Talvez não se tenham lembrado disso L, porque parece que haveria boas razões para o fazer J.
a partir de hoje o aventura está no twitter
sigam-me em PedroEngracia -- Acho que não tem interesse nenhum mas vá lá, e uma questão de arriscarem
Bjks
2009.07.01
Pedro
O que nos rouba dos nossos queridos …
Desde sempre, o homem possui o instinto de agradar aos seus superiores.
Porque isso pode dar reconhecimento de mérito, logo algum poder, dinheiro ou status acrescido. Por sua vez isso ajudará a construir um ego mais forte, uma carteira mais recheada e eventualmente o acesso (genericamente comprando) a um conjunto de coisas que de outra forma não teríamos, recompensando-nos assim pelos "sucessos" alcançados.
Em muitos locais de trabalho, vivesse uma verdadeira politica de selvajaria, de domínio déspota ou pior míope do superior sobre o funcionário. Neste sentido, enviaram-me o outro dia um artigo da Isabel Stilwell (que traduzido será qualquer coisa como "AINDA BEM" – não resisti) no destak, onde reflectia um pouco sobre este tipo de questão.
Deixo-vos o recorte de jornal. Espero que após o ler possam dizer: ainda bem, ou melhor
Bravo StilWell
2009-07.01
Pedro
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Por que queremos ter um filho?
Sim, o que leva uma mulher e um homem a quererem ter um filho?
Dirão os mais críticos que hoje em dia muitas mulheres tomam esta decisão sozinhas, sem necessitarem da aprovação, ou até da participação (que desgraça, se isto pega ….) de um homem.
Sim, é verdade!
Mas o que pretendia não era discutir a emancipação feminina, ou segundo a minha opinião, a oficialização da emancipação feminina, por que na realidade as mulheres sempre fizeram o que bem entendiam, o que muitas vezes correspondia a agir totalmente à revelia do "HOMEM", a autoridade oficial. E não eram só milagres das rosas …
Mas dizia eu:
O que leva um Humano a querer ter um filho?
Se fizéssemos uma pesquisa na internet, no Google, no Bing ou noutro qualquer outro motor de busca sobre este tema, com certeza que iríamos encontrar centenas de hits, sendo que a maior parte deles se devem à inépcia do motor de busca e não é qualidade e relevância do conteúdo encontrado.
Mas, e pondo de parte estas picuinhices da informática, "a ciência que veio para resolver problemas que não tínhamos antes do seu aparecimento", talvez pensássemos em autores famosos como Charles Darwin.
Em três frases, Charles Darwin advogava que os seres vivos só conseguem vencer a luta da sobrevivência e da evolução selectiva por se adaptarem constantemente, dando melhores condições à sua prole para sobreviverem.
Seria como se cada ser vivo estivesse num ciclo constante de reencarnações, sem Karma à vista, procurando em cada uma delas melhorar, fugindo a sete pés de uma extinção previamente anunciada.
Segundo esta teoria, que se procura afincadamente provar através dos achados arqueológicos e de teorizações criativas dignas de um Pulitzer, cada ser tentaria, no limite das suas forças, procriar, transmitindo genes o mais apurados possível, e produzindo o maior número de réplicas possível (quanto mais filhos melhor!!).
Bem e os que matam os filhos?
E os que abortam?
E os que violam os filhos?
E os que trazem subalimentados e doentes, claramente carentes de cuidados?
Embora não esteja em posição de refutar a Evolução, e na verdade nem o pretenda neste fórum, não me satisfaz a justificação ….
Por outro lado, quase todos nós nos países europeus, e sobremaneira nos que beiram o mediterrâneo, fomos ensinados na tradição judaico-cristã do "multiplicai-vos e enchei a terra". Quantos mais forem, mas servos do Senhor existiriam e mais o Seu nome seria glorificado.
Não fora o celibato obrigatório dos membros de boa parte das ordens religiosas, e dos mais proeminentes representantes do ramo Católico Apostólico Romano, entre outros, e eu quase que acreditava que esse era o fundamento para alguém querer ter um filho. Afinal, é popular a política anti-anticoncepcionais que especialmente a Igreja Católica segue. Nesta perspectiva faz sentido, se o objectivo é gerar servos para servir o Senhor, então uma maldita pílula, mesmo que do dia seguinte, um demoníaco preservativo, ou uma qualquer cirurgia que interrompa os fluxos migratórios das células reprodutoras no corpo de um humano são um sacrilégio e portanto algo a ser combatido com todas as energias.
Mas quando olho para poços cheios de cadáveres de crianças encontrados em mosteiros ao cuidado destas ordens religiosas durante a idade média, nos criminosos abusos sexuais cometidos por sacerdotes celibatários sobre coroinhas desprotegidos e que normalmente chegam à imprensa décadas depois com titulo como "Igreja paga milhões de indemnização por abusos contra crianças de 8 anos", o que posso pensar?
Que também não será esse o motivo. Afinal quem pode ignorar esta realidade e justificar os seus actos de forma tão irresponsável e dependente?
Passados estes dois argumentos, o que sobra?
A vontade de ser pai/mãe porque me falta alguma coisa….
Chega a altura em que uma mulher não fica completa se não for mãe – dizem alguns
Ou então a vontade de perpetuar um legado.
"Todo o meu trabalho, tudo o que eu construí será continuado pelo meu filho" – alguns já nem se referem aos filhos como tal, apenas como "o meu herdeiro", como se tudo dependesse de uma porção de refugo, como são as coisas que o dinheiro pode genuinamente comprar.
Mas de todas a que eu gosto mais é a que está sintetizada na expressão:
"Cuida bem do teu filho porque será ele a escolher o lar de terceira idade para onde vais" J
Ou seja procriar não com o objectivo de preservar a espécie, não com o objectivo de contribuir para um desígnio maior, antes com o singelo objectivo de quando for velhinho poder ter quem tome conta de mim, ou pelo menos que me visite de quando em vez, nem que seja só no natal.
Como definiríamos estas ultimas razões apresentadas?
Egoísmo é uma palavra que vos parece bem?
Porque digo que a maior parte das pessoas que fazem filhos, o fazer por egoísmo – sim eu sei que querer ter e fazer não são sempre expressões sinónimas, ate porque muitos dos que os fazem na verdade não os querem ter …
1 Momento de loucura com contas mal feitas – 1 filho
1 "Manguito roto" – 1 filho
1 Casamento tremido – 1 filho
1 Coração vazio – 1 filho
Por isso a tão proverbial frase que nos anos 80 circulava no vidro traseiro de muitos carros – tenha cuidado, 80% das pessoas foram feitas por acidente – profundo mas real.
Avaliado isto, e com tão boas razões para ter um filho, talvez nos perguntemos porque é que a população europeia composta de Cidadãos A - trabalhadores, integrados, socialmente activos e contribuintes líquidos para os orçamentos dos diferentes países do velho continente - está a reduzir-se de forma tão significativa?
Na realidade, parece que os europeus, sabe Deus se por se estarem a tornar ateus, se por acharem que já atingiram a perfeição, se por se terem tornado egoístas a um tal extremo que pretendem auto-satisfação mas só se esta não der muito trabalho, ou por se simplesmente estão demasiado exposto ao stress, à poluição, aos imensos estímulos recreativos que actualmente existem (não é só a TV) e às relações "tipo-coelho" onde muitas vezes o que fica a faltar é saber o nome da(o) parceira(o) fortuita(o) que acabou de sair porta fora e que temos a certeza que não voltará, deixaram de fazer filhos, pelo menos ao ritmo (ritmo aqui é uma palavra infeliz, mas… ) que o faziam antigamente.
Os governos europeus começam a tentar aliciar os casais a ter mais filhos. As benesses que estão a ser atribuídas são tão pouco significativas que os Cidadãos A não se sentem motivados a procriar simplesmente porque isso dará mais 1 mês em casa para um dos pais, ou eventualmente mais uns trocos. Por outro lado, os cidadãos B aproveitam essas benesses e procriam de forma extensiva, aliás alguns deviam estar colectados nas finanças como procriadores, uma vez que o único rendimento fixo que detêm provem dos para cima de meia dúzia de filhos que alegremente conceberam e trouxeram a este mundo à custa do erário público. Isto dá que pensar, uma vez que se por um lado não queremos segregar este ou aquele pela sua condição social, situação económica ou outra, por outro lado não devia ter o estado uma politica que motivasse os Cidadãos A a ter condições para criar os seus petizes, e de faze-lo numa média de 2,1 como dizem os estudos sobre a evolução demográfica?
Nem que fosse em nome da dar uma ajuda à selecção natural de Darwin, permitindo que estejamos neste momento a construir a desagregação da sociedade europeia como a conhecemos e a voltar a um certo tipo de barbárie?
Pois é ….
No meu caso, o meu filhote foi um exercício de egoísmo partilhado com a minha esposa. Acho que não estávamos vazios, ou em crise. Acho mesmo que foi um momento de loucura, mas sem contas, porque quando se faz certas coisas é impossível fazer contasJ.
2009.06.12



